22 de mai de 2012

Neoliberalismo e educação



O texto da professora Eneida Shiroma, cujo título é Os arautos da reforma e a consolidação do consenso: anos de 1990 estabelece uma reflexão sobre os modelos políticos dos anos 90. Trata-se de uma visão sobre o neoliberalismo e as suas conseqüências para a educação contemporânea. Nesta linha destaca-se o Mercado como regulador das relações econômicas entre os paises. Mercado este que terá a primazia na seleção de pessoas. Ou seja, os melhores preparados são o que se dão bem no neoliberalismo. Ora, é deste modo de pensar que surge a ideia de que a educação é o único meio de construir um país desenvolvido, já que seus cidadãos teriam condições de decodificar os códigos da modernidade.
            Com o intuito de dar condições de possibilidade a todos os cidadãos de terem acesso a educação é que nos anos 90 foram promovidas várias conferências sobre educação de proporções mundiais. Destas conferências brotam metas educacionais que foram imputadas a todas as nações consideradas em desenvolvimento.  Tudo isso é claro repercutiu no sistema educacional brasileiro – um país emergente. Deste modo todas as fichas foram apostadas na educação. Até mesmo os orçamentos nacionais foram amarrados a fim de garantirem um mínimo necessário de investimentos em educação.
            Das recomendações que brotaram dos organismos internacionais surgiram inúmeras medidas no Brasil com o intuito de implantar uma reforma substancial no sistema educacional. Enfim, o que se buscou foi um consenso público-privado em torno da questão educacional. O fio condutor destas medidas foi sempre o mercado de trabalho e inserção dos educandos neste. Nisto criou-se uma expectativa de que o acesso a todos a educação básica garantiria a inserção dos trabalhadores no mercado de trabalho. Porém, alguns mais realistas não cultivaram esta esperança.
            A verdade é que nada foi esgotado em torno da questão educacional. Muitas discussões ainda estão sem um rumo definido. O Estado, mesmo que mínimo, ainda precisa ser mais incisivo nas suas propostas. Evidente que não pode deixar de ouvir e de discutir com a sociedade civil organizada. E mais, sem o comprometimento dos educadores reforma nenhuma é implantada de maneira eficiente. É claro que este comprometimento passa por planos de carreiras; melhores salários; investimentos na formação dos professores. Portanto, há um consenso. Contudo precisa ser efetivado na empiria dos educandos.