18 de jan de 2012

Ai se eu te pego, BBB, Grande Mídia Brasileira, Hipocresia...



 
    Bah, num domingo desses (tedioso) perambulando por vários canais da TV aberta só me deparei com o Michel Teló prometendo pegar. Era na televisão do bispo, na televisão do Silvio Santos, até na rede dos Marinho o cara tava prometendo pegar. Não tenho ódio desse tipo de “artista”, apenas não baixo a música, não adiciono o vídeo, enfim não ouço no carro!
    Contudo esse tipo de “cultura” faz sucesso graças à mídia e à grande massa. É um tipo de manifestação que não permite nenhum tipo de postura crítica. Porém, revela um modo de ser, um contexto, ou como dizia o velho Freud manifesta desejos... Aliado a isto dá muito lucro para os envolvidos... é a “arte” servindo somente de objeto.
    Outro programa que não tenho ódio, mas que também não procuro assistir é o Big Brother Brasil. Contudo, o recente episódio do estupro me chamou a atenção. Procurei na internet e achei a famigerada cena. Para começo de papo, bêbado não perde a consciência, a não ser que entre em coma alcoólico, que não era o caso ali. Outra questão que chama atenção na calorosa cena é que há uma adequação dos corpos... nada contra a vontade do outro.
    O que tem a ver a música do Teló com o BBB? Oras, sábado à noite numa balada a galera começou a dançar... O “negão” tomou coragem, ... e o resultado foi visto na caliente cena do edredom. O que me deixa louco com tudo isso é que a mesma sociedade que canta, aprova, faz a coreografia de “Ai se eu te pego” é mesma que moraliza o ato do casal do BBB. Essas duas produções da Mídia das Massas só revelam estado de consciência e inconsciência das pessoas. Portando, menos hipocrisia e mais espírito crítico.
    Portanto, vocês que me leem agora saibam que a intenção da indústria cultural não é promover o conhecimento, porque conhecer levanta questionamentos, rompe paradigmas e necessita de novas respostas. Esse sistema incorpora nos participantes uma nova necessidade: a “necessidade do consumo”, geradora de mercadorias próprias para a venda e vinda do capitalismo e desta forma é possível representar e incentivar o produto ao invés do conhecimento. Não quero que esse tipo de mídia deixe de existir, só não quero seja esse o ÚNICO tipo de mídia a existir